Notícia

Potencial inovador do leite dos Açores

Potencial inovador do leite dos Açores

Grupo de investigação da UAç que estuda a ciência dos alimentos e saúde quer mostrar ao público os trabalhos que tem vindo a desenvolver na criação de novos derivados do leite.

O grupo de ciência dos alimentos e saúde, integrado na equipa do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), quer quebrar as barreiras da inovação açoriana em termos de produtos láteos e dar a conhecer os diferentes tipos de produtos que tem vindo a desenvolver.
Quem o diz é a responsável por aquele grupo de investigação, Maria de Lurdes Enes, que encabeça a organização de uma demonstração no edifício dos Serviços de Ação Social da Universidade dos Açores (UAç) na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, com o objetivo de "concretizar ideias" e mostrar o trabalho desenvolvido pelo grupo, de forma a aliciar o interesse empresarial.
"Temos alguns produtos já próximos do desenvolvimento a nível industrial", diz a especialista na área de transformação de laticínios, acrescentando que um desses já está até licenciado.

PRODUTOS INOVADORES
Para Maria de Lurdes Enes, é essencial que se regresse à tradição dos produtos láteos fermentados, que tem vindo a diminuir cada vez mais no arquipélago. "Esses produtos traziam muitos benefícios para a saúde porque contribuíam para o equilíbrio dos micro-organismos do nosso intestino", explica.
Para contrariar essa diminuição, a ideia foi aproveitar os produtos láteos açorianos e transformá-los, por exemplo, em iogurtes e queijos frescos probióticos, aproveitando até o próprio soro do leite resultante do processo de fabricação do queijo para a confeção de alguns tipos de requeijão.
Outra novidade que será demonstrada na próxima segunda-feira é "uma película comestível e transparente que poderá servir para revestir, por exemplo, o queijo fresco, para que não fique com um aspeto pouco atraente" e que garante também a sua segurança, diz a especialista em tecnologia alimentar.
Com este produto, diz Maria de Lurdes Enes que será até possível acrescentar especiarias e variados tipos de ervas ao queijo sem que esse perca as suas qualidades, já que "a película é muito fina e sem sabor, não deixando estragar nem dar mau aspeto aos alimentos".

PARTILHAR CONHECIMENTOS
O evento, que terá lugar pontualmente das 11h00 às 12h00 no próximo dia 11 de maio, é dirigido a todas as empresas e associações do setor dos laticínios, sendo o convite extensível a quaisquer eventuais interessados, bem como aos alunos e investigadores da UAç.
O seu objetivo principal é a partilha de conhecimentos e a mostra do trabalho que tem sido desenvolvido por aquele grupo que, apesar de ser relativamente pequeno e contar na sua larga maioria com investigadores bolseiros, "é provavelmente o primeiro grupo de investigação dos Açores que já submeteu a patente de um alimento novo", diz Maria de Lurdes Enes.
Relativamente a uma eventual resistência que possa haver por parte do mercado às novidades apresentadas, a docente universitária diz que "o facto de haver um polo de investigação deste género na UAç é uma força importante para contrariar a tendência do baixo nível de inovação" de algumas empresas açorianas, que diz ser fortemente baseado na adoção de "ideias pré-fabricadas de outros sítios".


2015-05-09 por Diário Insular em DI

Notícias

AcessibilidadeD. XHTML CSS
Desenvolvido por UAc © 2017 | Termos de utilização